Diogo Cortiz

Cientista cognitivo e futurista

Como a IA e dopamina nos prendem nas redes sociais

Passava um pouco das onze da noite. Eu estava deitado para dormir, quando peguei o celular para conferir mais uma vez as redes sociais. Não foi algo consciente, e só me dei conta disso depois de uns 30 minutos rolando o feed em diferentes redes sociais. Foi então que comecei a entender que este tipo de comportamento automático se repetia a todo momento. Quando estava assistindo a um filme ou em conversas com amigos.

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Estudo mostra porque pessoas interdisciplinares sofrem na ciência

Saiu um estudo interessante sobre o problema da interdisciplinaridade.

Sabe qual é? O medo dos outros.

Vocês me veem sempre defendendo que a interdisciplinaridade é uma habilidade importante para o futuro, principalmente com o aumento da complexidade do conhecimento. Mas sempre que eu posto algo assim, aparece alguém para dizer que na academia ou no mercado é complicado ter esse tipo de perfil. E é mesmo, eu admito.

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Ciência Cognitiva e Categorização

Quando uma cadeira vira uma poltrona? Você já passou por isso, se não com uma cadeira, talvez com outra coisa. É comum pessoas discutirem se uma determinada cor é azul ou verde. Tudo isso está associado ao processo cognitivo de Categorização, uma atividade no estudo da Ciência Cognitiva.

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Inteligência artificial, emoções e subjetividade humana

O problema da IA inferir sobre a subjetividade humana não é apenas que ela pode estar errada, mas o pior é que ela pode nos fazer acreditar que está certa.

Vou dar um exemplo para ficar mais didático. Eu estou há quatro anos trabalhando com Computação Afetiva, uma área que utiliza IA para aprender sobre emoções humanas. Esse é um tema quente e controverso, porque mesmo nas ciências afetivas – que envolvem neurociência, psicologia, antropologia, filosofia – não há um consenso sobre a natureza e arquitetura das emoções. 

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